Arie da Camera & d´Opera Douglas Hahn (barítono) e Max Uriarte (piano) Pró-Música de Florianópolis traz duo com consagradas
Os músicos DOUGLAS HAHN (barítono) — Natural de Joinville/SC teve sua formação com Rio Novello e Neyde Thomas em Curitiba/PR. Fez sua estréia em Florianópolis em 1996 com a ópera Il Guarany e no ano seguinte estreou no Theatro Municipal de São Paulo com L’elisir d’amore, seguindo com La Bohème, Il Guarany, La Forza Del Destino, La Fille du Regiment, L’italiana in Algeri, Falstaff e Le Villi. Em Porto Alegre no Salão de Atos da PUC participou das produções; A Flauta Mágica, L’elisir d’amore, Fausto, Il Guarany, La Traviata e Il Pagliacci. Estreou na Itália com Don Giovanni e La Bohème na cidade de Adria/Rovigo. No Theatro Municipal do Rio de Janeiro participou das óperas Un Ballo in Maschera, L’elisir d’amore, Missa de Coroação e Carmina Burana. Em Florianópolis atuou em A Flauta Mágica, Rigoletto, Réquiem de Mozart, La Traviata, L’elisir d’amore, La Serva Padrona e O Barbeiro de Sevilha. No Teatro Guaíra atuou nas produções de La Bohème, Don Giovanni, Rigoletto e La Traviata. Recebeu o Troféu Aldo Baldin, 2008 através da Pró-Música de Florianópolis. Em Buenos Aires interpretou Poliuto no Teatro Avenida; junto a OPES participou da estréia na America Latina da ópera Der Zwerg na Sala Cecília Meireles. Recebeu o Prêmio Edino Krieger como Destaque Musical de 2009, conferido pela Academia Catarinense de Letras e Artes. Dentre seus últimos trabalhos destacam-se; Romeu et Juliette no XIV Festival Amazonas de Ópera; Loreley no Teatro Avenida em Buenos Aires; Don Pasquale no Teatro São Pedro em São Paulo; Aída no Salão de Atos da PUC em Porto Alegre; La Traviata no Teatro Pedro Ivo em Florianópolis e La Serva Padrona em turnê catarinense. Recentemente foi empossado como membro da Academia Catarinense de Letras e Artes.
Extrato de críticas Jonathan Spencer Jones (SEEN AND HEARD INTERNATIONAL OPERA REVIEW): "Douglas Hahn como Severo, de quem também já começou a fazer carreira internacional, foi destaque." "... Hahn mais áspero e pronto, como os romanos em geral. Néstor Echevarría (Diario La prensa, sobre "Poliuto", de Donizetti): Buena expresión del "bel canto". Douglas Hahn (Severo), en tanto el barítono, oriundo de Joinville, estado de Santa Catarina y muy activo en los teatros líricos de Río de Janeiro y San Pablo, impresionó favorablemente por el brío interpretativo de su personaje romano, la seguridad y firmeza emisiva y el color vocal homogéneo. Lauro Machado Coelho (O Estado de São Paulo, sobre Il Guarany): “A grande surpresa em cena foi Douglas Hahn, na pele de Gonzáles, o vilão. A voz é bonita, usada com entusiasmo, e esse jovem cantor, de experiência ainda limitada, tem bastante desenvoltura cênica. E Hahn possui um potencial que autoriza esperar dele bons resultados futuros.” Irineu Franco Perpétuo (A Folha de São Paulo): “O destaque da récita foi o barítono catarinense Douglas Hahn (Fra Melitone). Hahn é bem mais jovem do que o tipo cantor habitualmente escolhido para o papel;contudo mostrou muita inteligência e talento histriônico na caracterização do frade. MAX URIARTE (piano) — Graduado em Piano pelo Instituto de Artes da UFRGS, aperfeiçoou-se na “Hochschule für Musik” de Viena e no “Konservatorium und Musikhochschule” de Zurique, onde concluiu sua Pós-Graduação (Konzertreifediplom).Esteve radicado em Viena de 1986 a 1999. Entre seus mestres figuram Caio Pagano, Emma Jiménez, Carmen Graf-Adnet e Jürg von Vintschger, tendo realizado também Master Classes com Hans Graf no Mozarteum de Salzburgo e com Joaquín Achúcarro em Valência (Espanha). Premiado em vários Concursos para Jovens Solistas no Brasil, atuou como recitalista em vários países europeus e como solista de importantes orquestras brasileiras como OSESP, OSPA, OSR, Orquestra de Câmara Theatro São Pedro, Orquestra de Câmara da ULBRA, Camerata Florianópolis, Orquestra Pró-Música (Juiz de Fora), Orquestra Sinfônica da UCS e Orquestra Unisinos, sob a regência de maestros como Eleazar de Carvalho, Roberto Duarte, Lutero Rodrigues, Nelson Nilo Hack, Guillermo Scarabino, Alessandro Sangiorgi, entre outros. Realizou em 2007 a estréia dos dois concertos para piano e orquestra de Antonio Salieri na América Latina. Integra o “Neukomm Trio” ao lado de Luís C. Justi (oboé) e de Philip Doyle (trompa). Foi fundador e Diretor Artístico, juntamente com Laura de Souza, do Festival Internacional de Música “Verões Musicais”, com sede em Gramado/Canela (RS) de 2001 a 2006. Atualmente é membro da comissão organizadora do Festival Internacional SESC de Música de Pelotas (RS), no qual também atuou como camerista ao lado de nomes como Emmanuele Baldini e Alexander Baillie, entre outros.
Programa PRIMEIRA PARTE A. Caldara (1671-1763) D. Cimarosa (1749-1801) F. P. Tosti (1846-1916) Intervalo SEGUNDA PARTE V. Bellini (1801-1835) G. Donizetti (1797-1848) Sobre o programa (por Max Uriarte) O recital “Arie da câmera & d’opera” está estruturado segundo a tradição dos cantores de ópera italiana na Europa e o repertório abordado consiste exclusivamente em obras vocais de compositores italianos de diversas épocas e estilos. O programa pretende recriar o ambiente dos saraus do século XIX e início do século XX, muito freqüentes nos grandes salões italianos onde eram executadas canções artísticas (“Arie da câmera” ou “romanze”) e árias de ópera (“Arie d’opera”). Um interessante passeio pela história da música vocal italiana desde o barroco até o início do século XX, que se inicia com quatro árias antigas da célebre seleção organizada por Alessandro Parisotti em fins do século XIX. Abrindo o programa está o compositor barroco Antonio Caldara, que nasceu em Veneza em 1671, atuou como maestro di cappella em Viena e deixou vasta obra sacra e profana. Domenico Cimarosa representa o período clássico e teve ampla atuação nos principais centros culturais da Europa, sendo especialmente célebre como um mestre da ópera buffa (“Il Matrimonio segreto”, de 1792). O programa prossegue com seis das mais conhecidas canções de Francesco Paolo Tosti, o maior expoente da canção artística italiana do romantismo. Tosti, cujos admiradores iam desde Giuseppe Verdi até a rainha Vitória da Inglaterra, de cujos filhos era professor de canto em Londres, escreveu mais de 350 canções em diversas línguas. Suas canções chegam ao ouvinte de forma direta e possuem sensualidade, frescor, “italianità” e originalidade na invenção, sendo obras de um experiente compositor, verdadeiro mestre na escrita para a voz humana. Com a Primeira Guerra Mundial (1914), vieram mudanças que contribuíram para o desaparecimento do salão musical, no qual Tosti era uma das figuras centrais. Na segunda parte do recital, estão presentes dois dos mais consagrados compositores do belcanto italiano: Vincenzo Bellini e Gaetano Donizetti. Ambos foram continuadores da tradição de Gioacchino Rossini e exerceram forte influência sobre a obra de Giuseppe Verdi. Bellini, notável pela insuperável qualidade de suas linhas melódicas, desapareceu prematuramente aos 34 anos de idade e escreveu além de algumas canções de câmara, dez óperas, sendo a última “I Puritani”, estreada com estrondoso sucesso em Paris, pouco antes de sua morte. Gaetano Donizetti, um dos mais fecundos autores operísticos de todos os tempos (mais de 75 óperas), obteve grande êxito tanto no gênero trágico como no cômico. Suas óperas cômicas “L’Elisir d’amore” e “Don Pasquale” são verdadeiros pilares da ópera buffa do século XIX. “Poliuto”, uma de suas melhores óperas trágicas menos conhecidas, baseia-se na peça teatral homônima de Pierre Corneille e só foi estreada em sua versão original italiana em 1848, após a morte do compositor. Antes disso, havia sido estreada em Paris em 1840 em uma versão revisada em francês por Donizetti, sob o título de “Les Martyrs”. |
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