Festival Nacional de Canto Aldo Baldin

Concurso de Canto

Em seus 13 anos de existência, o Festival Nacional de Canto, através do Concurso de Canto Aldo Baldin, premiou diversos talentos brasileiros, revelou vozes das mais qualificadas, destacou artistas de renome musical e movimentou uma estrutura gigantesca nas montagens de ópera e apresentações musicais.

Este concurso, de abrangência nacional, desponta como sendo um dos principais concursos de canto lírico do Brasil, já sendo referência para a classe musical. Conta com júri de renome musical, sendo composto por um diretor artístico, um maestro e um profissional do canto lírico, e tem como objetivo principal a revelação e premiação de novos talentos do canto lírico no Brasil.

As inscrições para o Concurso Nacional de Canto são abertas para jovens estudantes e profissionais do canto lírico que terão a oportunidade para que demonstrem sua capacidade interpretativa e técnica. Serão dois dias de apresentações para a banca de jurados convidada. Consta do programa dos candidatos árias de ópera e canções de livre escolha. As provas são abertas ao público.

 

Programação

21 DE SETEMBRO

A partir das 10h — Provas Semifinais

 

22 DE SETEMBRO

A partir das 13h — Provas Finais

Horário a definir — Entrega das premiações. Haverá premiações em dinheiro para 1º, 2º e 3º lugar na categoria feminino e masculino, assim como um prêmio de Júri Popular, com a votação das pessoas presentes nas etapas do concurso, e de melhor intérprete de música de câmara (canção), além de um prêmio de Júri Popular extraída da votação dos que assistirem às provas.

 

Sobre Aldo Baldin

Aldo Baldin nasceu em Urussanga, Santa Catarina, em 1º de janeiro de 1945. Sua forte inclinação para a música o levaria a uma vertiginosa carreira, com dezenas de condecorações. Sua trajetória tem início no Rio Grande do Sul, seguindo para o Rio de Janeiro, Frankfurt (Alemanha), vencendo o “Concurso das Escolas Superiores de Música da Alemanha” e onde viria a exercer a carreira de professor catedrático da Universidade de Karlsruhe; segue para Barcelona (Espanha), onde vence o “Concurso Internacional de Canto Francisco Viñas” além de conquistar a Medalha de Ouro pela melhor interpretação de música brasileira; volta para a Alemanha contratado para as temporadas de ópera do Pfalztheater Kaizerlauten. Em Buenos Aires faz sua estréia no Teatro Colón e poucos anos depois no Scalla de Milão. É contratado pela Deutsche Oper de Berlim. Sua agenda de concertos, sempre lotada com dois anos de antecedência (cerca de 100 concertos por ano, além de gravações), o levou a apresentar-se na Itália, Portugal, Espanha, Áustria, Suíça, Luxembugo, Holanda, Inglaterra, França, Bélgica, Polônia, Estados Unidos, Brasil, Uruguai, Argentina, Norte da África e Austrália. No Brasil, foi a estrela dos Festivais de Curitiba, Ouro Preto e Campos do Jordão. O mesmo aconteceu com os festivais de Santiago de Compostela (Espanha), Saint Denis (Paris), Aix de Provence (França), Flandern Festival (Bélgica), Festival Bach (Londres), Salzburg, Tóquio, Londres e Tanglewood (EUA). Aldo Baldin atuou como solista das mais importantes orquestras do mundo e também cantou ao lado de grandes astros do mundo lírico internacional. Aldo faleceu em 6 de janeiro de 1994, na cidade de Waldbronn, Alemanha, deixando um legado inigualável. Poucos tenores contaram com um repertório tão abrangente, seja na música de câmara ou na cena lírica (cerca de 60 papéis em óperas contabilizando mais de 500 apresentações e 300 títulos no repertório dos oratórios) além de impressionante número de gravações realizadas no exterior: 150, das quais mais de 60 foram lançadas em CDs. São mais de 1000 obras entre gravações para as rádios e para redes de televisão na Alemanha, Luxemburgo, Holanda, Itália, Portugal, Espanha, Venezuela e Brasil.