Alexandre Dietrich lança CD Cantabile

Cantabile — palavra da língua italiana, significa literalmente “cantável”.
Como termo musical também significa "cantável” ou “cantado”.

Particularmente na música composta para piano, utiliza-se com freqüência a expressão cantabile indicando ao intérprete a utilização do toque «cantado», ou seja, ressaltando uma melodia, uma frase musical. Na interpretação musical, o pianista necessita transparecer ao ouvinte que o piano está cantando, delineando uma frase musical, uma melodia com o toque «Cantabile». Este Compact Disc traz como título a palavra «Cantabile» exatamente por todas suas obras musicais possuírem, por excelência, a utilização de uma melodia delineada, distinta em todas as composições gravadas. O toque "Cantabile” pode ser apresentado em uma melodia bucólica, alegre, feliz, triste, enfim... o Cantabile é utilizado pelo compositor e pelo pianista (intérprete) para expressar vários sentimentos e sensações ao ouvinte. O projeto Cultural "Cantabile com Alexandre Dietrich" possui como principal objetivo a gravação deste Compact Disc de piano solo e a apresentação de três recitais didáticos e um recital de lançamento do CD. Consecutivamente este projeto cultural contribui com a difusão da música erudita — em especial para piano solo — e para a cultura brasileira com a popularização da música erudita, oferecendo o CD gratuitamente ao público.

Sobre Alexandre Dietrich

O pianista desenvolve uma intensa carreira artística-musical com atuações em Santa Catarina, Brasil, Europa e Estados Unidos. Seu trabalho musical engloba recitais de piano solo, com orquestra, duo de canto, piano a quatro mãos e a dois pianos. No Brasil, apresenta-se em importantes centros culturais do país, a citar: Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Curitiba e Salvador. Com o apoio do FUNCULTURAL realizou as seguintes Turnês: «Canções pelo Sul do País», com apresentações de canto e piano em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul e «Piano Brasil», recitais solo pelas regiões Sul, Sudeste e Nordeste. Em Florianópolis desenvolve um trabalho significativo de formação de platéia destinado ao público infanto-juvenil, já realizou mais de 35 recitais na cidade de Florianópolis, patrocinados pela Prefeitura Municipal de Florianópolis e Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes através da Lei Municipal de Incentivo a Cultura, apresentando os projetos «Florianópolis em Canto e Piano», «Pequenos Grandes Ouvintes», «Piano a quatro mãos», com o apoio cultural da Unimed Grande Florianópolis e o projeto «Florianopianos», com apoio cultural da Flex Contact Center. Todos os projetos foram realizados com entrada franca com o objetivo de democratizar a música erudita e formação de novas platéias. Em 2003 participou do primeiro «Atelier Pianístico» em Bordeaux (França), organizado pela pianista Cristina Ortiz. Em 2007 retornou a Europa com sua «Turnê Européia», viabilizada pelo Funcultural, apresentando-se em Paris, Portugal, Madri e Bruxelas. Nos Estados Unidos em 2009 apresentou-se com o tenor Fernando De Carli nas cidades norte americanas de Athens e Roanoke. Em 2010 retornou aos EUA, como aluno convidado do curso de «Piano Performance» da University of Georgia, recebendo orientações musicais do professor Dr. Eugeniv Rivkin, além de apresentar-se com recitais de piano solo em Los Angeles, New Orleans, Athens e Roanoke. Sua formação musical foi orientada pelos seguintes professores: Margareth Dhein, Mestre Paulo Rogério Campos de Faria e Dra. Maria Bernardete Castelã Póvoas. Apresentou-se como solista convidado em três recitais com a Orquestra Sinfônica de Florianópolis e com a Orquestra das Comunidades. Em 2012 Alexandre dividirá o palco com a pianista Maria Josephina Mignone, (viúva do compositor Francisco Mignone), em recitais a dois pianos que serão apresentados no Rio de Janeiro e em Florianópolis. Também apresentará uma série de recitais de canto e piano por Santa Catarina pelo projeto «Italianíssimo», com o tenor Fernando De Carli, somente com obras de compositores italianos. Dando sequencia a sua carreira internacional, Alexandre possui agendados recitais nos EUA em 2012.

Sobre os compositores

Francisco Mignone (1897 - 1986) — Compositor expoente da música brasileira, dedicou-se a composições para piano solo, piano com orquestra, obras para orquestra, música de câmara e óperas. Apresentou-se pelo Brasil com sua esposa Maria Josephina Mignone (pianista), ora a dois pianos, ora regendo orquestras. A série de suas 12 Valsas de Esquina formam uma das mais importantes produções composicionais brasileiras. Vinda das antigas modinhas românticas, enaltecendo ao ouvinte um caráter amoroso e bucólico. As Valsas de Esquina retratam a simplicidade dos seresteiros, dos músicos populares urbanos da época de Francisco Mignone. Fracisco Mignone aliou o conhecimento da técnica pianística ao seu fantástico conhecimento composicional para criar suas obras musicais. O pianista Guilherme Amaral cita em sua tese: “Mignone foi considerado “um dos compositores [brasileiros] que melhor escreveu para o piano” (Martins apud Mariz, 1997:61), ou seja, devido ao seu conhecimento e prática ao instrumento, ele era capaz de escrever de um modo bastante adequado às posições de mão do pianista”.

Felix Mendelssohn (1809 – 1847) — Nasceu em Hamburgo, Alemanha, posteriormente mudou-se para Berlin. Iniciou seus estudos musicais aos seis anos, com orientações de sua mãe, que logo percebeu a facilidade e entusiasmo do menino para com a arte musical. Estudou composição com Carl Zelter e piano com Ignaz Mocheles renomado pianista de sua época. Felix Mendelssohn compôs entre vários de seus trabalhos as “Canções Sem Palavras” em alemão “Lieder Ohne Worte”, uma série de 48 canções para piano solo. Nestas obras musicais, a principal característica é a apresentação de uma melodia principal com um acompanhamento. Para a execução destas obras, em especial, o toque Cantabile ao piano, deve sempre ser usado pelo pianista, para ressaltar a melodia apresentada. De acordo com Charles Rosen “As Canções sem palavras possuem uma elegância mozartiana sem o poder dramático de Mozart, um lirismo shubertiano sem a intensidade de Schubert”.

Frederic Chopin (1810 - 1849) — Frederic Chopin nasceu na Polônia, e quando menino mudou-se para Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. Possuía um talento sublime, como pianista e compositor. Suas obras musicais revelam nitidamente o pensamento romântico de sua época, o século dezenove. A maioria de suas obras musicais foram direcionadas para o piano solo, havendo poucas composições para orquestra e música de câmara. Chopin explorou as possibilidades sonoras do piano, novas harmonias, desenvolvendo obras de complexidade técnica e musical, o que acarretou em uma nova forma de conceito sobre estudo técnico do piano. Conhecido como o poeta do piano, suas obras eram executadas nas casas e salões dos nobres e da aristocracia européia. Em sua vasta obra pianística destacam-se os 21 Noturnos para piano. São obras de caráter lírico, onde a melodia principal é destacada, com contra-cantos e um elaborado acompanhamento da mão esquerda. Inicialmente Chopin compôs os Noturnos como uma forma de estudo do toque Cantabile para seus alunos, e nem ele imaginava que, posteriormente estas obras viriam a ser uma de suas obras- primas composicionais, estando no repertório dos mais importantes pianistas.

Robert Schumann (1810-1856) — Compositor alemão, contemporâneo de Frederic Chopin. Além de compositor Schumann era pianista, e crítico musical. Possuia um jornal (Neue Zeitschrift für Musik - Nova Revista para a Música) onde escrevia suas críticas, suas idéias, e comentava sobre novos compositores. Foi amigo de Frederic Chopin, e incentivador de sua carreira pianística, assim como foi importante incentivador de um novo nome da música que estava surgindo: Joahnne Brahms. Robert foi casado com Clara Wiek, filha de seu professor de piano, posteriormente chamou-se Clara Schumann. O casamento foi a contra-gosto do pai de Clara. Mesmo assim, o casal viveu uma vida feliz, com filhos, e envoltos no mundo musical de sua época. Sua composição “Carnaval Opus 9” engloba 22 peças distintas entre si, mas agregadas a uma série. Nesta série de composições Robert Schumann retrata a guerra entre a “Liga de Davi” (Davidsbundler) e os Filisteus. Na peça “Chiarina” o compositor faz uma homenagem a virtuosa pianista Clara Schumann, sua esposa. Na peça “Chopin” Schumann faz uma alusão e homenagem ao seu amigo compositor Frederic Chopin, e na peça “Estrella” a homenagem é para Ernestine von Fricken, sua amiga.

Heitor Villa Lobos (1887- 1959) — Compositor brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro. Sua obra musical é vasta, compondo para piano solo, duetos de canto e piano, sextetos de cordas, para orquestra, para violão solo, violoncello e coral. Um dos expoentes no Movimento Nacionalista brasileiro, introduziu em suas obras musicais melodias e ritmos populares e folclóricos, os quais pesquisou por todo o Brasil. Uma de suas obras mais famosas e importantes para o repertório pianístico é a “Valsa da Dor”. Algumas informações não oficiais denotam que Villa Lobos sentiu imensa tristeza ao falecimento de sua mãe, Noêmia Monteiro Villa-Lobos, e o sofrimento de perdê-la o levou a compor esta valsa.

Ficha técnica do CD

Piano: Alexandre Dietrich
Produção Geral: Lourcley Silvestre
Gravação: Eng. de Som Renato Pimentel e Rodrigo “Doug” Hard
Mixagem e Masterização: Renato Pimentel
Afinação do Piano: Leônidas Oliveira
Design Gráfico: Vitelli Design
Fotografias: Alexandre Santana
Gravado no Teatro Governador Pedro Ivo Campos, Florianópolis, em setembro de 2011, utilizando Piano Steinway and Sons modelo D – Hamburgo

Programa do concerto

Claudio Santoro
Paulistana nº 1

Villa Lobos
Valsa da Dor

Felix Mendelssohn
Canção da Gôndola Veneziana

Francisco Mignone
Valsa de Esquina nº 5
Valsa de Esquina nº 2

Claude Debussy
Prelúdios:
(... Des pas sur la neige)
(... La fille aux cheveux de lin)

Francisco Mignone
Valsa Elegante

Frederic Chopin
Noturno opus 55 nº 2
Polonese opus 53